quarta-feira, 13 de julho de 2011

Agradecimentos

À Neusa, minha irmã mais nova, pelos constantes incentivos e pela ajuda prática nas postagens etc. ou leitura das produções textuais, visando sempre o melhor em cada atividade.
Ao meu filho Jessé, que apesar do descontentamento declarado com o meu envolvimento com o Curso, também me ajudou, conforme sua vontade, de maneira prática no uso do computador e internet.
Ao meu esposo Nelson, por respeitar a minha decisão de participar mais neste Curso e por suas preocupações normais, devido ao meu tratamento de saúde, e por ser o primeiro a notar mudanças no meu comportamento.
Aos colegas, tutores, conteúdistas e professores, por desempenharem bem o papel de interagir com todos (em prover estímulo pela presença /  atividades integradoras, que resultaram em união do grupo(s) e perseverança).
*Enquanto aluna deste Curso de Pós-graduação, consegui me sentir realizada com as minhas superações. O meu empenho foi grande; recebi as ajudas necessárias, no momento certo: dos meus familiares, amigos e, principalmente, de Jeová Deus. Em 1 Coríntios, o apóstolo Paulo diz:
 “Se eu falar em línguas de homens e de anjos, mas não tiver amor, tenho-me tornado um [pedaço de] latão que ressoa ou um címbalo que retine. E se eu tiver o dom de profetizar e estiver familiarizado com todos os segredos sagrados e com todo o conhecimento, e se eu tiver toda a fé, de modo a transplantar montanhas, mas não tiver amor, nada sou.”                                                                     - 1 Coríntios 13: 1, 2.
Tenho certeza de que esta qualidade superior – o amor – impulsionou-me à perseverança, devido ao incentivo correto de quem tem amor por e pela educação.

Fonte de inspiração: 
Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas – 1 Carta aos Coríntios

Presente de casamento

Muitos presentes de casamento, à medida que o tempo passa, quebram, são deixados de lado ou são substituídos devido às novidades que surgem e possibilidade de novas aquisições. Porém, presente como este (para quem valoriza trabalhos manuais) tecido ponto por ponto, mesmo quando danificados, é comum, a tentativa do conserto cuidadoso. Meu presente parece novo e, no que depender dos meus cuidados, como dona-de-casa, os tapetes que foram feitos com crochê e tricô (à mão), inclusive, já fiz algumas peças para uso pessoal. Portanto, prezo, verdadeiramente, este presente de casamento feito por uma amiga-irmã. ''As coisas que nos rodeiam chegam até nós sem data de fabricação e validade estampadas no rótulo.'' (Rosane Preciosa, 2005, p.59). Quão bom é que o meu presente de casamento não veio com rótulo de validade!
Fonte de pesquisa: PRECIOSA, Rosane. Produção estética: notas sobre roupas, sujeitos e modas de vida. São Paulo: Anhembi. Morumbi, 2005, p.51-60

Metamorfose da colcha

                 Metamorfose da Colcha

O neto cresceu / a avó materna adoeceu
E a colcha do nenê virou manta da vó
Manta que lembra muito de quem a fez
O crochê é sua habilidade manual
Hoje, mora na Bahia, mas morou em Pinhal
Vizinha desta avó que muito lhe prestou ajuda
Por ser paraplégica e ter dois filhos pequenos ficava grata
Ao visitar Pinhal, fez questão de rever a vó Tereza
Ficou contente de encontra-la “bem” e bem cuidada
Há muito, a avó estava impossibilitada de caminhar
Foi bom revermos esta vizinha que tecera a colcha do Jessé
A colcha-manta que poderá voltar a ser colcha-nenê



Silvio Gallo, no capítulo “Deslocamentos - Deleuze e a Educação”, p. 53, afirma:    
 “Não tenho, pois, a pretensão de colocar na boca de Deleuze coisas que ele não disse, nem de colocar em seus textos coisas que ele não escreveu. O que pretendo desenvolver aqui  é uma demonstração de fecundidade do pensamento de Deleuze para nos fazer a educação, para nos permitir pensar, de novo, a educação. Não se trata, portanto, de apresentar verdades deleuzeanas sobre problemas educacionais”.
              Importante é que a fecundidade dos pensamentos de Deleuze estarem sobre os debates e pesquisa sobre a educação, que precisa estar sempre em constante metamorfose para cumprir seu papel no mundo contemporâneo e em sintonia com as novidades, que surgem no campo educacional.

Fonte de pesquisa: 
Gallo, Silvio – Deleuze & a Educação / Silvio Gallo , - 2. Ed. – Belo Horizonte : Autêntica , 2008.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Recordações & Saudades

A vida do adulto contem retalhos ou pinceladas de recordações com gosto de saudade. Os pessimistas é que dizem “que recordar é sofrer duas vezes.” Porém, como ter saudade saudável, sem recordar? Senti muita saudade ao preparar as caixas de recordação pra aula presencial do dia 15 de julho. 

           A caixa de papelão contém peças de louça da mãe; louças que muito lavei com cuidado (não quebrei uma única peça em vários anos) e organizei no “armário grande” feito por meu pai. Mesmo antes de “mamãe” adormecer na morte (nunca a chamei de mamãe; desde pequena, pra não dizer “senhora”, repetia a palavra mãe), devido às circunstâncias da vida, suas louças continuaram aos meus cuidados em minha casa. Depois de sua morte, passei às mãos de minhas irmãs o que eram suas preferências. Acabei ficando com a maior parte, e a louça que sempre tive encanto é este delicado conjunto de cafezinho ou chá. E o pequeno cálice? Hoje, meu esposo pede-o pra fazer brincadeiras na hora de servir um aperitivo pros amigos.

             A outra caixa foi presente da pessoa mais afetiva que já conheci. Prezo muito a sua amizade, e não vejo a hora de poder chama-la de cunhada (meu irmão está em processo de divórcio litigioso). Recoloquei, na caixa, a bolsa que já me rendeu ótima atividade em sala de aula, com o 1º ano do Ensino Fundamental de Nove Anos, da Jaque (véspera da aposentadoria especial, como professora estadual). Acrescentei, ainda, na caixa outros objetos muito preciosos: a gravata e o suspensório do Jessé, hoje, com quase 15 anos; a gravação da minha monografia, e pequenos mimos de crochê feitos por irmãs (Testemunhas de Jeová) queridas.

             E as últimas caixas são caixas vazias de bombom. Uma está realmente vazia, e a outra contém pequenos objetos para os ditados concretos, atividade que realizava como substituta, com turmas do currículo por atividades. Ao apresentar as caixas, pela 1ª vez, a turma pensava que ia ganhar bombom; era uma risada uníssona, quando descobriam a caixa vazia e o conteúdo da outra, que aos poucos ia passando pra caixa vazia, conforme sua concentração na atividade.

Enfim, recordar e sentir saudades pode também nos fazer pessoas melhores e com mais sensibilidade, principalmente, para com os sentimentos das pessoas que nos cercam. Basta sabermos tirar preciosas lições de vida e das boas recordações, que vão se acumulando, com o passar do tempo, na caixa da memória.
Içami Tiba, ao encerrar o texto poético ''Saudade'', ainda, afirma:
                 Saudade é uma sensação tão forte / que, mesmo sabendo que estou me despedindo, / gostaria mesmo é de estar chegando, / como se nunca tivéssemos nos separado.
É utopia pensar que nunca vai haver, em nossa vida, a separação de pessoas queridas ou objetos preciosos; é bom viver como se nada de bom de nossa vida fosse acabar. Mas, quando vem a realidade, fica a saudade, que necessariamente não precisa doer.


Fonte de pesquisa:
Tiba, Içami - Educação & amor / Içami Tiba. - São Paulo : Integrare Editora, 2006. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Interdisciplinaridade

Interdisciplinaridade? Sim, senhores (a).
Não há nada melhor para produzir aprendizagem.
Temos que “dar a mão à palmatória”.
E reexperimentar ou experimentar o que é bom.
Resultado positivo é o que os “professores” querem.
Disciplina e aprendizagem lado a lado.
Interdisciplinaridade? Sim, senhores (as).
Somos um só corpo e uma só cabeça.
Conhecimento surge das relações que fazemos.
Interdisciplinaridade? Precisa trabalho para realizações.
Provocar relações em todas as disciplinas.
Ligações que apontam para o concreto ou o subjetivo.
Isto só será possível, se formos professores facilitadores.
Nunca é demais querer “tornar sábio, o inexperiente”.
A Escola existe em função dos alunos e da alunas.
Realmente é preciso acreditar nos potenciais.
Interdisciplinaridade? É preciso apostar e acreditar!
Disciplina e aprendizagem são o que os professores esperam.
A Escola pode  e deve ser o lugar ideal para aprender.
De realização e transformação de sonhos de todos.
E que “professor” pode ir contra a interdisciplinaridade?
               
Observação:
Interdisciplinaridade: palavra que não é encontrada no dicionário (minidicionário Luft), mas que deveria fazer parte do dia a dia das pessoas. O verdadeiro conhecimento é interdisciplinar, porque nasce das relações possíveis entre uma coisa e outra. Se a “vida”, ou seja, a escola informal é interdisciplinar quanto mais à escola formal deveria primar pela interdisciplinaridade, facilitando à aprendizagem dos alunos em qualquer etapa escolar por meio de associações talvez as mais absurdas que fazem lembrar e reter mensagens importantes. É preciso dar grau máximo de importância a conteúdos básicos, através da interdisciplinaridade, não só no currículo por atividades, mas também no ensino por área, disciplinas ou temáticas. Importante, sempre fazer relações. É como ir montando uma corrente aos poucos, onde um elo sempre se liga ao outro. A interdisciplinaridade, se comparada com a obra "Jardim de Infância", de Lia Menna Barreto, permite que disciplinas diferentes sejam as diferentes ou quebradas cadeiras em círculo, interagindo umas com as outras para o bem-estar da institução escolar.



Fontes de inspiração:
 “Jardim de Infância”, de Lia Menna Barreto 
 Vídeo “Práticas Interdisciplinares na Escola: Como fazer